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riscos_e_rabiscos

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* É hoje...! *

É hoje o último dia de aulas! Se por um lado estou contente porque me sinto muito cansada e a precisar de descansar, por outros dois lados estou contrariada e triste. Contrariada porque o meu último dia de aulas vai ser numa escola que não é a minha e com uma turma que se revelou ser bem hipócrita e mázinha. Não vai ser na minha escola (principal), com meninos doces e cheia de amor. Daí a minha muito pouca vontade de ir apanhar uma caloraça por quem não merece numa escola que só sabe que só me conhece porque já lá dei aulas. Esta turma teve aulas, neste ano letivo, numa sala emprestada do agrupamento.  

 

Triste porque vou ficar no desemprego e a rezar para conseguir uma colocação para o próximo ano letivo, e vou ficar em casa all by myself sem nada para fazer. Vou ocupar-me a fazer algumas coisas de que gosto, principalmente do meu artesanato mas não chega...

 

Conto com vocês para me darem um bocadinho de alegria diária e me proporcionarem umas boas gargalhadas!

 

A partir de hoje vou dar folguinha ao meu cérebro!

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{ Pra pensar...}

Às vezes desabafamos as nossas frustrações acerca dos nossos projectos pessoais com pessoas que pensamos estar do nosso lado, a torcer e a apoiar-nos para que consigamos ter sucesso e, de repente, levamos um balde de água fria gelo cabeça abaixo.

 

É dificíl ouvir dizer aos outros o que nos devia ser dito a nós. Faz-nos pensar duas vezes, pensar que se calhar o que fazemos não tem qualquer interesse ou valor. É assim uma espécie de facada no coração. E dói!

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Ó dia do caraças!

Quando o dia começa mal, esperamos que o dia termine melhor. Penso eu.

 

Acordei tarde porque adormeci. O despertador tocou e eu desliguei-o e em vez de me ter levantado logo, fiquei mais um bocadinho. Acabei por atrapalhar a minha rotina toda.

 

Antes de sair para trabalhar a minha mãe disse-me uma coisa que me ficou a martelar na cabeça. Já não é a primeira vez que a diz, o que acaba por ser difícil de ignorar. 

 

Depois a coordenadora da escola disse-me que no último dia de aulas náo haveria aulas da parte da tarde por causa de uma reunião. É pena é que as aulas acabem numa sexta-feira, exactamente o dia em que eu não estou lá. E isto é praí a terceira vez que acontece. É preciso ter pouca sorte...

 

Vamos lá ver que mais me vai acontecer até à meia-noite. Ó dia do caraças!

 

 

E isto magoa-me.

Sou uma pessoa que tem poucos amigos verdadeiros. É um facto. E é verdade que estou muito poucas vezes com eles pois não tenho nenhum que viva perto de mim. compreendo que aqueles que têm filhos e que têm empregos que são demasiado exigentes tenham pouco tempo para se lembrarem de mim.

 

Agora não compreendo isto de quem não tem ocupação e que tem tempo para outros amigos. Fico realmente triste e magoada. Desde que passou a ter uma pessoa na sua vida, esqueceu a amiga de ha tantos anos e que sempre esteve ao seu lado nos bons e maus momentos.

 

Sinto-me tão triste ao perceber que estou completamente à parte da sua vida, uqe desconheço coisas tão básicas e simples do dia a dia. Coisas que se fosse outrora, saberia. Sinto-me triste ao perceber que as sms que ainda trocamos são vazias de conteúdo e dizem sempre o mesmo. Prevejo que esta amizade de tantos anos tenha o desfecho de outra: o agendamento de irmos tomar um café que nunca acontecerá. É que sempre que combino, a outra parte tem sempre algo para fazer. 

 

Não consigo deixar de ficar triste ao pensar nisto. Talvez eu não tenha a importância que pensava que tinha. Pra mim uma amizade de tantos anos não é uma brincadeira. Daqui a pouco faz um ano que não nos vemos.

 

Será que o seu novo companheiro não gostou de mim ou do meu N.? É possível. Mas foi-nos dada uma segunda chance para ver se afinal somos assim tão detestáveis? Não.

 

E não me digam que tem a ver com aquela fase "cor de rosa" que vivemos quando temos um novo amor. Eu também a tive e vivi mas o meu amor era tão grande que eu quis compartilhá-lo com tudo e com todos, e principalmente com os meus amigos. E esta amiga foi uma delas.

 

Fico mesmo triste e magoada.

Eu não mereço isto.

Sou acordada algures pelas nove da manhã por causa de um papel. Levanto-me ensonada e entrego o papel. Logo de seguida, começam as lamúrias e as queixas. Toca o telefone. Percebo que não assumem aquilo a que se comprometem. Comento que se não queria fazer aquilo, não se devia ter comprometido. Levo com uma série de palavras duras e desnecessárias num tom de gritos que terminam em "deixa-me em paz". É a variação de "cala-te" que oiço tantas vezes porque as pessoas não gostam de ouvir o que lhes digo: a verdade.

 

Por aqui, a vida vive-se assim: um dorme de dia, fica acordado de noite e depois diz disparates que não devem ser levados em conta; o outro só tem olhos para o telemóvel e a sua vida resume-se a telemóvel, PC, e não saber falar sem ser aos gritos; a outra vive a queixar-se das dores, da vida, do que só dorme, de que não pode sair de casa por causa das paranóias do outro; o outro vive no desejo de ir à rua - e que só não o levo porque não tenho força -, de que brinquem com ele. E depois existo eu. 

 

Podem perguntar-me porque é que não vou para minha casa e eu resumo a resposta em três palavras: Não tenho dinheiro. Neste momento voltei a depender dos meus pais para sobreviver. Se não fossem eles a dar-me de comer. eu não tinha como o fazer. Até o único prazer que tinha tive de cortar: beber um café. Sessenta cêntimos podem parecer insignificantes mas eu não os tenho. 

 

A estrela da sorte nunca me sorriu, o pouquinho que tenho foi conseguido às minhas custas. Há aquelas pessoas que parecem ter o toque de Midas, em que tudo em que se metem corre bem- Fico feliz por elas, só lamento que não me aconteça o mesmo a mim só um bocadinho ou até de vez em quando. E isto acontece a coisas tão simples como isto: fazer uma peça de artesanato imperfeita e ter várias encomendas logo a seguir. Não me estou a queixar e nem a criticar, ainda bem que assim é, fico contente. Mas depois saber disto deixa-me a pensar na minha pouca sorte, que por mais que me empenhe naquilo que seja, ninguém lhe dá valor, que por mais que lute com unhas e dentes está sempre tudo igual. E isto deita-me abaixo, desmotiva-me, deixa-me triste. 

 

As únicas coisas boas que tenho na vida é o N. e os meus bichinhos e são eles que me vão dando alento. E se não fossem eles, eu já tinha desistido deste inferno que é a minha vida.

 

Estou farta desta vida madrasta. Eu não mereço isto. Acho eu mas se calhar até estou enganada.

Um Dia De Angústia.

 

 

 

 

Último dia do mês. Último dia de trabalho. E um dia de coração partido.

 

Continuo sem saber qual vai ser o meu futuro no colégio. Se sou eu que vou ficar a ensinar o inglês do 1º ciclo também ou se vou apenas ficar com o pré-escolar. E esta incerteza está a causar-me uma angústia inimaginável.

 

Não consigo desligar-me das minhas crianças (já sabem que sou um coração mole), com as quais tenho uma ligação muito especial. E os pais sabem disso.

Não estou a conseguir cortar o cordão umbilical que só nos deveria separar quando eles saíssem do 4º ano. Como irão reagir as minhas crianças quando virem que não sou eu a dar-lhes aulas, a proporcionar-lhes aprendizagens brincando, e apanharem com um director que tem mais que fazer e que vai para ali despejar matéria como se eles fossem pequenos adultos? Isto é, se conseguir dar as aulas…

E não estou a inventar nada, estou apenas a reportar-me a relatos de alunos que o tiveram como professor. Pior ainda, não tem especialidade nenhuma para dar 1º ciclo e está desactualizadíssimo!

 

E ainda mais triste fico ao pensar na forte possibilidade de não ser eu a iniciar a minha priminha B. na língua inglesa, pois vai para o colégio este ano frequentar o 1º ano. A minha B. e todas as outras crianças que eu já conheço há muito e sempre estiveram muito ansiosas por aprender inglês comigo…

 

Como se não bastasse o desânimo que estas situações me vêm trazendo, recebi uma notícia de uma das minhas melhores amigas que me caiu como uma bomba.

Resolveu sair do actual emprego – onde estava a viver uma situação insustentável – para ir trabalhar para uma das regiões de França onde abunda gente VIP e com uma forte componente turística.

Mas o pior é que vai trabalhar para uns russos que não conhece e nem sabe exactamente o que vai fazer.

 

Já lhe disse que admiro a coragem dela pois eu não a tenho. Ir para um país estrangeiro sozinha, onde não tem ninguém conhecido e onde lhe arranjaram um trabalho. Sim, porque ela nem sequer falou com os futuros patrões. Isto assusta-me e muito. Mas eu sou um coração muito mole e jamais seria capaz de abandonar os meus pais velhotes para ir trabalhar para fora do país. E muito menos ainda sabendo que poderia nunca mais ver o meu pai ou a minha mãe devido aos seus problemas de saúde que implicam alguma gravidade.

 

Hoje é mesmo um dia para esquecer. Parece-me que a minha insónia desta noite estava já a indiciar-me alguma coisa. Ai este meu sexto sentido…!